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Como seu cérebro decide confiar em alguém
2022-01-07     reflexão    Eliete Sergina

Como seu cérebro decide confiar em alguém

Venho falar com você sobre a confiança a ser construída em uma relação, porque estar com pessoas confiáveis faz toda diferença, por ser a base para mantermos relações seguras, genuínas e saudáveis.

Quando estamos com alguém que demonstra ser confiável, teremos grandes chances de conseguir ficar mais à vontade com essa pessoa, podendo falar abertamente, estar mais relaxados, mais verdadeiros e menos ansiosos.

Ao confiar em alguém você dá a ela a oportunidade para que ela consiga também confiar em você; ser mais verdadeira e real com você e com ela mesma, podendo criar um canal de comunicação transparente. No entendo nem sempre isso vai acontecer de forma concomitante.

Mas, o que ocorre que algumas pessoas não conseguem confiar ou até mesmo perdem a confiança rapidamente em alguém?

Vou responder a essa pergunta aqui neste texto, mas antes quero te contar uma coisa.

A base da confiança é a aceitação incondicional, como que um caminho para a construção da confiança. Então quando vivemos experiências com pessoas que nos traíram; que até mesmo eram aquelas pessoas que demonstravam estar sempre tendo comportamentos com tudo a ver com o que diziam, vamos solidificando um nível de confiança que contribui num desejo que querer ficar mais e mais perto desse alguém. Porque é gostosa a presença dessa pessoa em nossa vida. Do contrário temos a tendência de repelir essa pessoa e, assim, como forma de proteção sofre-se uma confusão mental, ocasionada pela insegurança que essa experiência produz, pela baixa autoestima e até mesmo despersonalização.

Mas, voltando a pergunta deste texto preciso te dizer, primeiramente, que o nosso cérebro tem dois mecanismos para que possamos confiar nas pessoas, e manter relações de colaboração, até mesmo com aquelas pessoas que não fazem parte do nosso convívio social. Alguém lá do seu trabalho; do seu bairro; da sua faculdade. Essa é uma habilidade exclusivamente humana.

Somos capazes de desenvolver um certo nível de predição e de empatia por uma pessoa.

Veja como isto é:

 

  1. Nosso córtex é capaz de prever comportamentos e isto nos ajuda a coordenar o nosso comportamento com o do outro.
  2. Outro ponto está na nossa capacidade de liberar um hormônio chamado oxitocina, que dentre tantos benefícios, será responsável pela produção da empatia. A produção deste hormônio é importante, porque será ele que irá regular outro hormônio – dopamina, que é responsável dentre tantos benefícios nos dar a sensação de bem-estar ao lodo de uma pessoa. Este hormônio é essencial para que consigamos estar com outras pessoas e nos relacionarmos.

Então a confiança que desenvolvemos a outra pessoa ocorre por meio da predição e da empatia, que foram originárias de funções da amidala e do hipocampo, no sistema límbico. Isto nos ajuda a construir uma imagem de como é essa pessoa e do que sentimos por ela, de acordo com o que temos formado na memória de alguém que pode ser confiável, que pode ser colaborativa, numa mutualidade de confiança.

Portanto, para que possamos retomar a confiança perdida com alguém ou com alguma situação será necessário construir novas memórias que depositem em nós a esperança de um querer tentar mais uma vez, sobretudo daquilo que passamos a desconfiar. 

Será como dar novamente os primeiros passos se permitindo experimentar-se diante daquilo que nos remetia ameaça. Podemos fazer isto aos poucos para que o cérebro vá reconhecendo essas novas experiências e as signifique em memórias de confiaça. 

Até a próxima!!


Eliete Sergina
Psicóloga Clínica - CRP 12/09352

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